Viena, 17 mar (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta quinta-feira que a situação nos reatores danificados da usina nuclear japonesa de Fukushima continua sendo "muito séria", embora não tenha piorado desde quarta-feira.
Graham Andrew, assessor do diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, declarou à imprensa que a situação no reator 4 da urina é a "de maior preocupação", já que não se sabe nada sobre o nível de água nos reservatórios de combustível nuclear.
Além disso, não se sabe nada sobre a temperatura da água nos reservatórios desde o dia 14 de março e os especialistas da AIEA não descartam que esteja fervendo.
De acordo com os dados da agência nuclear da ONU, a situação dos reatores 1, 2 e 3 é "relativamente estável", disse Andrew.
Em todo caso, o especialista da AIEA advertiu que ainda é "muito cedo" para poder dizer que há esperança para Fukushima.
"É provável que (a situação) não tenha piorado, mas ainda é possível que piore. Não quero especular", manifestou o assessor de Yukiya Amano, que se encontrava nesta quinta-feira a caminho do Japão, onde quer visitar pessoalmente o local.
Em paralelo, Elena Buglova, responsável do centro da Emergência e Incidentes da AIEA, confirmou que dois funcionários da usina estão doentes.
De acordo com Buglova, as doenças não se devem só à radiação mas possivelmente também às explosões ocorridas na usina nos últimos dias.
"É muito cedo para julgar a origem dos danos à saúde", precisou o especialista.
Apesar do acontecido no Japão, Andrew qualificou como "injusto" dizer que a AIEA foi muito complacente com os padrões de segurança desde a catástrofe de Chernobil em 1986.
"A energia nuclear tem um histórico invejável de segurança, se comparada com as mortes de outros setores energéticos", manifestou Andrew.
"O problema é que a probabilidade de ter um evento como este é relativamente baixo, mas as consequências podem ser muito elevadas", acrescentou o especialista. EFE
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